2016, Contos, Ficção, Parceria, Record, Resenha

Os contos completos de Alberto Mussa

Os contos completos, de Alberto Mussa

Os Contos Completos (2)

“Estamos em 1531, ano em que Martim Afonso de Souza, donatário da capitania de São Vicente, entrou com suas naus e quatrocentos homens na baía do Rio de Janeiro, para fazer aguarda, ancorando próximo à foz do rio Carioca, na atual praia do Flamengo. […]
O intento real do donatário é denunciado por seu próprio irmão e capitão menor da frota, Pero Lopes de Souza, no diário de bordo em que registrou os passos da viagem. Num conhecido trecho, informa este que o capitão-mor mandou entrar pelo sertão quatro homens; que andaram, os homens, cento e quinze léguas e voltaram dois meses depois, com cristais de quartzo e novas de que no rio Paraguai havia prata e ouro.
Martim Afonso, é claro, partiu logo, rumo sul. Não se sabe se achou alguma coisa no Prata. O certo é que, por ordem sua, parte da armada retornou a Portugal. Pero Lopes comandou essa viagem, em missão que se deduz fosse secreta, fazendo escala, outra vez, no Rio de Janeiro.
O que fizeram na Guanabara, entre 24 de maio e 2 de julho, o diário não conta. Mas é aí que entra a minha parte, para reparar esse terrível lapso: porque eu sei, exatamente, o que sucedeu.” (pp. 125-126)

Uma das melhores coisas que a parceria com o Grupo Editorial Record, é a possibilidade que tenho de entrar em contato e de experimentar livros sobre os quais nem tinha ouvido falar. Foi este o caso com o livro de Alberto Mussa. Sem saber nada sobre o autor, dei uma lida na sinopse e, gostadora de contos como sou, resolvi arriscar.

Mussa nasceu no Rio de Janeiro em 1961 e tem vasta obra publicada, premiada e traduzida para dezessete países. Ele tem uma série de cinco livros policiais, um para cada século da história carioca, chamada Compêndio mítico do Rio de Janeiro. Quero muito, achei a ideia ótima!

Como o próprio título diz, o livro traz uma reunião dos contos de Mussa, não apenas reeditados, mas também reescritos e revisados. Na nota de abertura do livro, escrita pelo próprio autor, ele explica melhor do que ninguém do que se trata a obra:

“Este livro não é a compilação dos meus contos completos, no sentido estrito do termo. Não é também a reunião dos meus contos preferidos. E muito menos a seleta dos meus ‘melhores contos’. Não segue, da mesma forma, nenhum critério temático; nem representa uma unidade estilística, como vem sendo a moda.
É apenas a coleção de todas as minhas narrativas curtas que podem ser lidas de maneira autônoma, livres de qualquer contexto.” (p. 7)

No início de cada conto, Mussa localiza o leitor sobre a circunstância em que aquele texto foi escrito e publicado, quais foram as suas inspirações, a quem o conto é dedicado. Gostei demais deste tipo de contextualização, que permite ao leitor, inclusive, procurar outras obras indicadas.

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Um ponto curioso é que, na própria nota de abertura, o autor esclarece que não acredita no conceito de autoria. Para ele, “toda história é, no fundo, uma versão de outra. A literatura inteira pode caber num livro. Em todo livro estão os contos completos” (p. 8). Trata-se de uma declaração maravilhosa, humilde e que, de certa forma, nos tira uma alta expectativa por um texto absolutamente novo e inédito.

A partir dessa declaração, identificamos nos contos de Mussa temas universais mas com roupagens bastante próprias – cenários e personagens cariocas parecem ser uma especialidade do autor. Assim, temos a traição, a fortuna e o destino como temas gerais de um conto que se passa nos morros do Rio de Janeiro, em meio ao jogo do bicho e à disputa de traficantes por poder; o sexo e o sobrenatural se unem numa história que envolve todo o universo das religiões afrobrasileiras; uma lacuna do diário de um navegador português no século XVI serve de pretexto para uma narrativa misteriosa de um caso indígena; a honra é bem retratada num jogo de cartas muito diferente realizado entre ciganos; a verdade, o conhecimento e sua fragilidade – ou sua inconstância – em Tombuctu. Apesar de declarar que faz versões de outras histórias, é inegável a enorme criatividade de Mussa.

Alguns dos contos apresentam características da literatura policial – que eu particularmente adoro! -, como um crime e hipóteses para sua solução, tudo muito bem exposto e analisado. Mas nada disso cai em clichês de detetives, pistas. Trata-se de um formato diferente do habitual, tem uma estrutura explicativa. De vez em quando, o narrador até conversa com o leitor sobre o processo de escrita (metalinguagem).

O livro está dividido em quatro partes: Histórias cariocas, várias delas ambientadas em periferias (temos por exemplo personagens que habitam os morros da cidade do Rio de Janeiro e suas respectivas culturas e hábitos); Narrativas orientais (aqui, ele trata de casos fenícios, árabes, bantos, da invasão cristã a terras muçulmanas durante a Idade Média. Certamente esse conto sobre as Cruzadas foi uma das minhas leituras favoritas, pois despertou reflexões fundamentais a respeito de civilização e barbárie); Relatos brasileiros, centrados em casos da época colonial e anterior a chegada dos portugueses (quilombo dos Palmares e práticas indígenas são alguns dos motes); e Variações machadianas. Nesta última parte, Mussa analisa algumas teorias a respeito do conto A cartomante e, assim, revela a genialidade de Machado; e também conta o Dom Casmurro de outro ponto de vista. Além dessas partes, ainda há uma nota de abertura, já aqui mencionada, um apêndice e uma lista das obras de Alberto Mussa.

O apêndice é digno de menção para os amantes dos livros e da leitura – que é o nosso caso -: um dos textos conta a relação do autor com os livros; outro, apresenta o Decálogo, com “conselhos” de Mussa para quem é leitor.

A edição está muito confortável de se ler. Apesar de ser grossinho, a diagramação, o espaçamento e as páginas amareladas facilitam muito a experiência de leitura – que além de tudo é deliciosa. A linguagem é clara e acessível; Alberto Mussa chega a explicar direitinho algumas coisas que poucos autores de dignam a fazer, por suporem que o leitor está familiarizado com o assunto (por exemplo, como funciona o jogo do bicho).

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+ info:

Os contos completos / Alberto Mussa.
Rio de Janeiro: Record, 2016.
398 páginas.

classificação: 5 estrelas

grau de dificuldade de leitura: MEDIO

Obrigada pela leitura!

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2016, Ficção, Galera Record, Infantil, Infanto-juvenil, Parceria, Record, Resenha

Yakuba

Yakuba, de Thierry Dedieu

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“Sob um sol escaldante, caminhar, atravessar os vales, contornar as colinas, sentir-se pedra obrigatoriamente, capim naturalmente, vento certamente, água muito pouco.
[…]
Yakuba depara-se com o olhar do leão. Um olhar tão profundo que é possível ler em suas retinas.
‘Como pode ver, estou ferido. Lutei a noite inteira contra um inimigo feroz. Portanto, não terá qualquer dificuldade para me liquidar.
Ou você me mata sem glória e passa por homem aos olhos dos seus irmãos, ou me poupa a vida e, a seus próprios olhos, sai engrandecido, porém desprezado pelos seus pares. Você tem a noite para refletir.” (pp. 14-24)

Yakuba, traduzido do francês, é um livro considerado infantil. Com poucas páginas, formato grande, muitas ilustrações e pouco texto, pode parecer assim. Mas o fato é que Yakuba pertence a qualquer público que quiser lê-lo, pois é um livro completo e profundo em sua simplicidade.

Trata-se da história de um rito de passagem: Yakuba, um garoto do “coração da África” (nenhum país ou povo são especificados) deve matar um leão para provar que não é mais uma criança, e sim um homem. Após algumas provações, depara-se com um dilema muito adulto. A maneira como o livro é composto traz um ar lendário à narrativa, com um “quê” de moral da história, um ensinamento (mas sem ser moralista).

É uma história simples e forte; sem grandes descrições, mas objetiva e lírica ao mesmo tempo, como se pode ver pelo trecho inicial do texto.

O protagonista negro e proveniente de uma cultura diversa da nossa acrescenta riqueza ao livro; mas ainda assim, é uma história universal sobre identidade e alteridade, honra, aceitação social, crescimento, ética. Quanta coisa em tão poucas páginas (e tão pouco texto)!

A edição é maravilhosa: além do tamanho grande e capa dura já mencionados, as folhas são recicladas, e as ilustrações em preto trazem um belíssimo trabalho de luz e sombra. Fiquei curiosa para saber qual foi a técnica utilizada pelo autor. Pela textura que parece ficar das marcas de pinceladas, imagino que tenha sido tinta em tela, mas não tenho certeza. Deem uma olhada em algumas das paginas:

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Pedi este livro ao Grupo Editorial Record, do qual o blog Redemunhando é parceiro. Obrigada por mais essa leitura maravilhosa!

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+ info:

Yakuba / Thierry Dedieu; tradução André Telles.
Rio de Janeiro: Galera Record, 2016.
39 páginas.

classificação: 5 estrelas

grau de dificuldade de leitura: FACIL

Obrigada pela leitura!

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2016, Favoritos, Ficção, Grande Desafio do Culto Booktuber 2016, Língua Geral, Resenha

Os malaquias

Os Malaquias, de Andrea Del Fuego


“Todos se recolheram, a noite ia grossa, o vento afrouxava as janelas. As telhas vibravam, num mínimo gesto a tempestade nasceria dentro da casa. Os pais dormiam em um quarto. Nico, Júlia e Antônio em outro, na mesma cama, aninhados em forma de embrião.
Um gato esticou as pernas, as paredes se retesaram. A pressão do ar achatou os corpos contra o colchão, a casa inteira se acendeu e apagou, uma lâmpada no meio do vale. O trovão soou comprido até alcançar o lado oposto da serra. Debaixo da construção a terra, de carga negativa, recebeu o raio positivo de uma nuvem vertical. As cargas invisíveis se encontraram na casa dos Malaquias.
O coração do casal fazia a sístole, momento em que a aorta se fecha. Com a via contraída, a descarga não pôde atravessá-los e aterrar-se. Na passagem do raio, pai e mãe inspiraram, o músculo cardíaco recebeu o abalo sem escoamento. O clarão aqueceu o sangue em níveis solares e pôs-se a queimar toda a árvore circulatória. Um incêndio interno que fez o coração, cavalo que corre por si, terminar a corrida em Donana e Adolfo.
” (pp. 19-20)

Os Malaquias foi lido para um dos desafios do mês de maio dO Grande Desafio do Culto Booktuber. A Gabi, do canal Frases Perdidas, propôs que lêssemos um livro premiado. Escolhi este livro pois o havia comprado já há tempos e ele estava me esperando na estante. Sempre tive muita vontade de lê-lo (meu amigo Lucas já me havia recomendado que lesse algo escrito pela Andrea Del Fuego), mas nunca peguei para ler efetivamente. A oportunidade surgiu, e eu agarrei.

Os Malaquias foi o livro vencedor do Prêmio José Saramago 2011 e finalista do Prêmio Jabuti. O Prêmio José Saramago acontece a cada dois anos desde 1999, e “distingue uma obra literária no domínio da ficção, romance ou novela, escrita em língua portuguesa, por um escritor com idade não superior a 35 anos, cuja primeira edição tenha sido publicada em qualquer país da lusofonia, excluindo obras póstumas”, segundo o próprio regulamento. Por enquanto, Andrea Del Fuego é a segunda brasileira a levar o prêmio, sendo a primeira Adriana Lisboa em 2003, com Sinfonia em branco.

O trecho reproduzido no início do post está na segunda e na terceira páginas da história. Ele dá o tom para o livro. A família Malaquias é inicialmente formada por cinco pessoas: Donana e Adolfo, os pais; Nico (9 anos), Antônio (6 anos) e Júlia (4 anos). Durante uma noite tempestuosa, um relâmpago cai na casa dos Malaquias a mata os pais. As três crianças são resgatadas no dia seguinte e, a partir daí, cada uma segue um rumo diferente. Trata-se de uma história de encontros e desencontros, rumos e decisões.

Passada em Serra Morena, um ambiente rural – algo relativamente raro na literatura brasileira atual -, o lugar dos Malaquias também não é um lugar real. Parece um lugar de transição, um limiar entre a vida e a morte. Muitas vezes, temos a impressão de estar lendo um sonho, um lendo ou um mito, trazida pelo realismo mágico entranhado na obra.

A linguagem de Del Fuego é absolutamente impressionante. De prosa ágil e qualidade até um pouco crua, ainda que lírica, as frases curtas e capítulos pequenos permitem uma leitura rápida e intensa. Nos personagens, percebemos qualidades ásperas ou secas, graças ao ritmo da linguagem.

A narração em terceira pessoa – mas não onisciente – dá muitos saltos, deixando lacunas e vazios que só enriquecem a experiência de leitura.

Não posso deixar de falar da edição publicada pela editora Língua Geral. Diagramação, projeto gráfico, qualidade do material, revisão, tudo impecável. O corte do livro é de um tom amarelo escuro, e cada capítulo é separado dos outros por uma página preta. Este título faz parte de uma coleção chamada Ponta de lança, que visa divulgar autores atuais que escrevem em língua portuguesa. Já quero todos os títulos, foram todos para a wishlist.

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Livro recomendadíssimo, ainda mais para quem gosta de Cem anos de solidão do Gabriel García Márquez, e de A cabeça do santo de Socorro Acioli, e para quem quer ouvir novas vozes, e de altíssima qualidade, da literatura brasileira.

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+ info:

Os Malaquias / Andrea Del Fuego.
Rio de Janeiro: Língua Geral, 2010.
272 páginas.

classificação: 5 estrelas

grau de dificuldade de leitura: MEDIO

Obrigada pela leitura!

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2016, História, Não ficção, Parceria, Record, Resenha

A mãe eterna

A mãe eterna: morrer é um direito, de Betty Milan

A Mãe Eterna (2)

“Se eu pudesse te dar de novo a vida… fazer você nascer de mim como eu nasci de você… Não paro de desejar o impossível. Apesar dos seus 98 anos, não suporto te perder. Eu, que sei do fim de tudo, não me conformo com o seu fim. De que adiantou ler os budistas e saber que tudo muda, ‘as causas e as condições variam continuamente’? Que a vida é ‘fluxo de criação, transformação, extinção e nada permanece’? Sei que só a impermanência possibilita a renovação do universo, porém o coração não acompanha a cabeça.
Acredito que posso curar as suas mãos se eu mesma puser pomada nos seus dedos, imprimindo neles o meu ritmo. Acredito, embora estejam tomadas por uma micose há anos. Mais parecem as mãos de uma mendiga.” (p. 9)

Assim começa o livro A mãe eterna: morrer é um direito. Pedi o livro ao Grupo Editorial Record porque gostei da sinopse. Meu processo de escolha dos livros de parceria são um pouco diferentes dos de quando vou comprar um livro. Na parceria, me permito experimentar mais, arriscar. Foi o que aconteceu nesse caso. Convenhamos que a morte e a velhice não são os temas mais agradáveis do mundo; mas me chamou a atenção as possibilidades de reflexão trazidas por esses assuntos, e também que as personagens fossem mãe e filha.

O livro conta sobre uma filha que cuida da mãe, a qual está com 98 anos e muito debilitada física e mentalmente.

A filha escreve em primeira pessoa para uma interlocutora imaginária, pois sabe que a mãe não vai compreender suas palavras. Mas é como se fossem cartas para sua mãe. Os capítulos bem curtos e a linguagem intimista sugerem um tom de diário ou confissão. É um daqueles casos em que escrever lava a alma, serve para expiar e purificar sentimentos e pensamentos. A escrita é objetiva, mas muitíssimo delicada. O que não significa que fale apenas de coisas boas.

A dificuldade de lidar com a velhice da mãe e com a finitude dela (e nossa, e de tudo) faz com que nem tudo – ou melhor, nada – sejam flores. A inversão de papeis entre mãe e filha é algo forte no texto; a narradora vira mãe de sua própria mãe. Ao escrever esse texto, ela tenta achar maneiras de entender, ou pelo menos de aceitar, o luto, a tristeza e a impotência. Além dessas questões “maiores”, existe ainda o embaraço de ter que viver com a teimosia cada vez mais acentuada da mãe e com o cansaço da vigilância constante. Pode parecer extremamente pesado (e é), mas acima de tudo, fica a impressão de um amor desmedido entre filha e mãe.

Questionamentos sobre a morte, a longevidade e a escolha que os humanos têm sobre suas próprias vidas não faltam. E, eu diria, são reflexões mais do que necessárias, pois concernem a todos nós. Até que ponto vale a pena continuar vivo a qualquer custo? Será que a vida é mais importante do que a qualidade de vida?

Gostei muito de ler um livro centrado nesse tipo de relação tão particular mãe-filha. Acho que é o primeiro que leio do tipo, e me tocou bastante. Fica difícil de acreditar que Betty Milan não tenha passado por algo parecido, dada a vivacidade do texto, bonito e duro ao mesmo tempo, embora o livro esteja classificado como “autoficção”. Chega a ser dolorido em alguns pontos, pois não é um texto “maquiado”. Não fala apenas as coisas e lembranças boas que tem da mãe. Traz todo o cotidiano difícil, a impaciência que às vezes é inevitável ao lidar com um parente idoso.

Recomendadíssimo; é um livro pequeno (dá para ser lido em um dia) e muito tocante!

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A mãe eterna: morrer é um direito / Betty Milan.
Rio de Janeiro: Record, 2016.
141 páginas.

classificação: 5 estrelas

grau de dificuldade de leitura: FACIL

Obrigada pela leitura!

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