Pessoal, Sem categoria

Uma introdução

Olá!

Sou uma apaixonada por livros. Na verdade, comecei a ler porque achava muito bonito ver as pessoas lendo. Portanto, não fui atraída para a leitura por uma obra especificamente, mas sim pelos livros e pela leitura em si.

É claro que agora tenho meus livros e autores favoritos: indiscutivelmente Guimarães Rosa (de onde tirei o nome do blog – “redemunhando” é uma derivação de “redemunho”) e Saramago.

Sou muito fã de alguns “clássicos juvenis”, como Pedro Bandeira (os Karas) e Harry Potter – afinal de contas, foram eles quem me ensinaram a ler, no sentido mais amplo da palavra – mas meus livros preferidos são Frankenstein (Mary Shelley), Primeiras Estórias e Sagarana (João Guimarães Rosa), Ensaio Sobre a Cegueira e O Homem Duplicado (José Saramago), 1984 (George Orwell), O Navio Negreiro (Markus Rediker) e Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Marques).

O que estou lendo atualmente provavelmente entrará na lista dos melhores também, mas a resenha virá num próximo post.

Todos os meus livros preferidos têm alguma coisa em comum e que eu não sei explicar.

Apesar de historiadora, minha preferência é por romances e literatura. Principalmente os que têm um quê de existencialismo, os que mergulham fundo no pensamento humano e cutucam nossas feridas e almas. Por isso gosto tanto de Saramago e Guimarães Rosa. Aliás, outro aspecto que em ambos é parecido – apesar de extremamente diferente -, é a forma de contar histórias, a linguagem e as escolhas textuais que cada um deles faz. Saramago é conhecido como o “cara que não usa pontuação ou parágrafos”, e é justamente este um dos aspectos encantadores de sua obra: o dinamismo, a fluidez do texto que te engole a cada momento. A linguagem de Rosa é mais que conhecida e estudada, é academicamente venerada: seus neologismos, regionalismos, sua poesia em forma de prosa e sua reflexão sertaneja, a qual nos assusta pois se encaixa perfeitamente em nós mesmos, na maioria seres urbanos do século XXI e que nos achamos tão diferente desses riobaldos.

De vez em quando, me aventuro por algumas ficções (na realidade, gosto de livros que não são puramente “reais” – se fossem, seriam compilações de notícias, e não romances, não é mesmo?), mas os que têm partes de realidade e partes de fantasia, tais como Cem Anos de Solidão [Gabriel Garcia Marques] e Ensaio Sobre a Cegueira [José Saramago] (este, devo dizer, apenas considerado uma ficção porque ainda não aconteceu). Nossas vidas muitas vezes têm algo de irreal, e acho que o “fantástico” colocado magistralmente nesses livros funcionam como metáforas (e outras figuras de linguagem) para coisas que muitas vezes não sabemos explicar.

E é óbvio que a história tem que ser bem escrita, mas tenho uma queda por bons finais. Acho que o final pode enriquecer enormemente um texto, bem como enfraquecê-lo. Cito exemplos: para mim, Grande Sertão: Veredas [João Guimarães Rosa] foi uma belíssima história, mas eu esperava mais do final (provavelmente porque eu já sabia o que aconteceria, e tal expectativa tirou o impacto que o final teria para mim – SE VOCÊ NÃO SABE O FINAL DE GRANDE SERTÃO: VEREDAS, NÃO DEIXE QUE NINGUÉM TE CONTE!!!). Por outro lado, O Homem Duplicado [José Saramago], foi uma boa surpresa para mim por conta do final. O livro é um pouco lento, mas seu final o fez com que se tornasse um livro interessantíssimo para mim.

Aqui no blog, pretendo postar algumas impressões e críticas dos livros que lerei ao longo do ano. Procurarei ao máximo em meus textos não colocar spoilers, mas sempre deixarei um aviso no início, pois às vezes, algum detalhe importante e surpreendente da história “escapa”.

Este é um blog de resenhas literárias feito por uma historiadora que ama tango. E minha meta deste ano é adquirir uma estante para orgulhosamente guardar meus tão estimados livros!

*

*          *

A classificação dos livros, por critérios pessoais que serão explicitados no próprio post, será feita através de estrelas:

1estrela Ruim

2estrelas Regular

3estrelas Bom

4estrelas Ótimo

5estrelas Excelente

Também classificarei cada livro de acordo com o grau de dificuldade da leitura (que pode ser por conta da linguagem, do tema, da abordagem do assunto, ou de qualquer outra coisa):

FACIL

MEDIO

DIFICIL

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10 comentários sobre “Uma introdução

  1. Tatiana disse:

    Amei!!! Muito bom ter essas referências! E muito legal não estragar o final! hahah

    Adoro ler romances, mas nunca sei qual. Agora o problema vai ser a ordem.

  2. Mariana disse:

    Você mencionou algo sobre existencialismo e “tocar nas feridas”. Já pensou em Sartre ou Beauvoir? Aliás, há um pequeno livro de Sartre (As Moscas), é muito interessante. Texto bom! 😉

    • Mari, gosto muito do que ouvi sobre a filosofia de Sartre e de Beauvoir, mas nunca li nada deles! Não sou tão ligada em livros não tão literários, mas acho que preciso ler Beauvoir!!!!!
      Vou atrás desse “As Moscas”, obrigada!
      Beijos!

  3. Ana Carolina disse:

    Como prometido, cá estou!
    Natoca, meus parabéns pela iniciativa de fazer um blog.
    A ideia é sensacional e mega, master, ultra bacana e estimulante tanto para quem vai ler as postagens quanto para você, a redatora- uma vez que vejo esse como um meio e mecanismo mais que propício para que você coloque no “papel” as inquietações, pensamentos e devaneios despertados pela leitura e desencadeei reflexões.
    Devo dizer que AMEI a introdução. Eu acho simplesmente o máximo como os nossos gostos literários acabam influenciando e delineando não só o modo como vemos e interagimos com o mundo, mas também refletem até certo grau diversas características que configuram a nossa personalidade.
    Seu texto ficou leve, cheio de sentimentos e passa para o leitor, de uma maneira bastante acurada, a sua paixão e estima pelos livros e pela belíssima e encantadora experiência da leitura.
    Certeza que seu blog será um arraso, mocinha. 😉
    Sempre que possível, passarei aqui para dar uma olhada nas postagens.

    PS: Vi que te indicaram Sartre por causa do seu comentário a respeito do Existencialismo. Partilho da opinião de que você irá gostar dele. Não li nenhum texto ficcional do Sartre, somente alguns textos acadêmicos (recomendações e fazia parte das leituras do curso do Elias- Teoria). Mas, mesmo assim, ouso dizer que o mocinho é legal e que você irá gostar das temáticas, enredos e das abordagens dele. O francês figura na minha lista de autores que devem ser lidos, contudo eu ainda não perdi a mania de colocar os britânicos- se for um do século XIX então…-na fila das leituras preferenciais. Juro que tento, todavia, acaba sendo mais forte do que eu (no embate entre franceses e britânicos, os últimos sempre levam a melhor! Não tem jeito…). rs

  4. Adorei seu blog Nati, vou acompanhar.
    Resolvi comentar aqui porque comecei a ler também porque achava “bonito” hahaha mais especificamente por admiração pelo meu avô, jornalista, que lia muito.Enfim, #aloka hoje em dia tenho mais livros que sapatos e quase até que roupas.
    Boa leitura, à todos nós 😉

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